Início da vida adulta

 

A representação do adulto continua a impor-se numa perspectiva de estabilidade – o adulto socialmente inserido e categoria etária de referência para as demais categorias etárias –, contudo, o indivíduo pressionado ou de forma voluntária procura afastar-se dessa impressão de estabilidade. O adulto situa-se actualmente numa sociedade de escolhas, decisões e projectos – projectos profissionais, de carreira, familiares, de orientação, inserção, formação, de reforma, entre outros – contudo, estas decisões, escolhas e projectos realizam-se cada vez mais sem a protecção de um quadro estruturado de identificações, cada vez mais as decisões dependem do indivíduo e da sua capacidade de se auscultar a si próprio.

Existem duas lógicas que resumem as diversas perspectivas sobre o que é “ser adulto”. Uma considera o adulto um sujeito equilibrado, estável, mesmo rotineiro e instalado e outra reconhece o adulto ou como sujeito que se perspectiva em desenvolvimento numa atitude de experimentação, de progressão, de formulação de desejos e concretização de projectos ou como adulto problema que tem de lidar com o imprevisto, o risco, a exclusão e a inexistência de quadros de referência.

Estas duas lógicas que se opõem e conferem ao adulto uma definição paradoxal também se podem unir produzindo um efeito desmultiplicador numa espécie de desestabilização e, simultaneamente, de potencialização da vida adulta, estando o desafio na capacidade do adulto ser reflexivo, de fazer balanços e “agarrar” as oportunidades quando elas surgem ou desistir de projectos condenados ao insucesso (Boutinet 2000, Giddens, 2000,Costa e Silva:2003).

  

Legalmente, significa que um indivíduo pode ser parte de um contrato. A mesma idade mínima, ou outra diferente, pode ser aplicável para, por exemplo, definir quando os pais perdem direitos parentais ou deixam de ter deveres para com a pessoa em causa, como o da responsabilidade financeira pelo menor.

Casar, votar, tornar-se militar, conduzir automóveis, viajar sozinho para o estrangeiro, consumir bebidas alcoólicas (podendo, neste caso, aplicar-se idades diferentes), fumar, ter relações sexuais, ser prostituto(a) - se for legal -, recorrer a serviços de prostituição, ser modelo ou actor (actriz) pornográfico(a), são exemplos de actividades que podem ser reservadas a adultos.

A definição legal de entrada na idade adulta varia entre os 16 e os 21 anos, dependendo da região em causa. Algumas culturasafricanas consideram adultos todos os maiores de 13 anos, mas a maior parte das outras civilizações enquadram essa idade na adolescência.

Aproximadamente por volta dos trinta anos, os adultos sentem necessidade de levar a vida mais seriamente, fazendo uma reavaliação da vida que até então levaram.

 

http://www.ipv.pt/millenium/Millenium29/35.pdf

 

  O Início da Vida Adulta pode ter em consideração os seguintes aspectos:

 

  • Ter um emprego
  • Ser financeiramente independente
  • Independência e autonomia
  • Autonomia Psicológica
  • Tomadas de decisões independentes
  • Estabilidade
  • Sabedoria
  • Ter um filho

 

Maturidade

 

Certo dia, perguntaram a Freud quando é que uma pessoa está psicologicamente madura. Ele respondeu: “A pessoa madura ama e trabalha em liberdade”.

Freud relaciona o amor (a qualidade das relações interpessoais) e o trabalho (relação prática com o mundo exterior) dinamicamente com a liberdade.

Na vida, o que conta é a qualidade do amor e esta depende do grau de liberdade interior com que se vivem as relações interpessoais. Também não basta ser eficiente, pois a nossa sociedade gera muita gente activa, mas ansiosa, que, pelo trabalho, foge dos seus conflitos latentes.

A pessoa madura sabe, então, aceitar-se a si mesma e ser exigente consigo, sem cair em contradições. A maturidade acontece quando o ser humano não está centrado somente sobre si próprio. À maneira do boomerang, que só volta ao caçador se erra o alvo ao ser lançado, assim o homem volta a girar sobre si próprio se falha na sua liberdade, no amor e no trabalho.

 

 

Casamento

   

Já dizia Harris (1970), que o casamento seria uma instituição criada para desempenhar as tarefas que foram consignadas à família, ou seja, a procriação, a educação das crianças e a transmissão de cultura.

Hoje, e não muito longe do que o autor afirmava, tem-se como definição de casamento a união entre um homem e uma mulher, realizada de tal modo que os filhos que a mulher dá à luz são reconhecidos como sendo os filhos legítimos dos dois cônjuges.
A maioria de nós deve ter a ideia de que nos nossos antepassados, o casamento seria uma forma de celebrar uma união que teria de ser salvaguardada de tudo e de todos.Mas parece que a relação conjugal deixou de ser algo a preservar a qualquer preço ou mesmo a custo de todos os sacrifícios. Poder-se-á mesmo dizer que se perdeu um pouco (senão muito) por toda a parte, a importância do modelo tradicional de casamento. A ideia do dia do noivo, do dia da noiva, dos cursos para noivos, dos guias de noivos, os penteados, a maquilhagem, a estética, o salão e produtos de beleza, as quintas para casamentos, as músicas para casamento, os convites de casamento, viagens de lua-de-mel. Tudo isto são floreados para tornar a cerimónia do casamento mais estonteante. Mas, vejamos os índices de divórcios com que somos confrontados.Onde ficou "O Amor e uma Cabana"?! Há já algum tempo que esta ideia se direcciona apenas para as ideologias românticas e muito pouco pragmáticas, e hoje o mundo é, cada vez mais, feito de pragmatismo.
Existe ainda uma grande vontade de casar, mas não "aquela" vontade, que se podia encontrar em gerações e gerações anteriores às dos nossos pais. Houve, de alguma forma, uma transformação de valores.

 

http://alea-estp.ine.pt/html/actual/html/act33.html

 

 

Maternidade e Paternidade

Antes de se ter um filho devem-se ponderar questões como os factores económicos e os factores emocionais. Um filho pode causar conflito entre os progenitores, muitas vezes pequenas coisas lançam uma discussão, criando um ambiente familiar desagradável para a criança e para os próprios pais.

É do conhecimento geral que os homens são, normalmente, mais preocupados com o emprego enquanto as mulheres são mais preocupadas com o seu papel de mãe e esposa. No entanto, com a emancipação da mulher nos anos 20, esta tendência tem vindo a alterar-se. As mulheres estão cada vez mais empenhadas no seu papel de trabalhadora, dividindo as responsabilidades paternais e as tarefas domésticas com os homens.

O número de divórcios tem aumentado, crescendo assim, a taxa de familias monoparentais. Visto que as crianças deste tipo de familia não estão inseridas num hambiente familiar dito normal, apresentam rendimentos escolares baixos, problemas emocionnais e desenvolvem-se precocemente pois assumem responsabilidades mais cedo que as restantes crianças.

 

http://cepese.up.pt/pdf/revista/12/12revista83.pdf